terça-feira, 4 de setembro de 2007

Ok, primeiro post...

Acidente de percurso foi algo que durou seis anos e me fez esquecer como se escreve. Assunto resolvido, morto e enterrado e a amnésia persistiu. Por que cargas d'água essa verve poética sumiu da minha vida? Será que foi a maternidade? Não não, gêmeas em 98, além do que nada é mais inspirador... Pode ter sido a motherfucker especialização, pode ter sido o motherfucker mestrado, pode ter sido o maldito motherfucker tempo que insiste em encurtar a cada dia.

Não que eu não leia mais, ou escreva, muito pelo contrário, nunca fiz tanto isso na minha vida inteira, mas não era do fundo do coração, mesmo sendo com todo o amor. Sim, porque amo a ciência, amo a Biologia e a Genética mais do que (quase) tudo na vida. O que me faltava era poder simplesmente desabafar, me abrir naqueles sonetos sem que tivesse que contar palavras, descrever metodologia, resultados e conclusões. Poder simplesmente escrever sem pé nem cabeça, pra mostrar pra quem eu quiser, sem bancas, sem pôsters, banners, avaliação.

A verdade é que ainda estou enferrujada, mas me recuperando bem. Na verdade, o que me faltou neste tempo, absorta pelo mundo acadêmico e científico, foi a motherfucker vontade de pegar a caneta e carregar as pastinhas cheias de folhas e rabiscos e colagens, parceria de adolescência. Não tenho mais as pastinhas (esqueci TODAS no trem em 1999 e nunca mais recuperei), e mesmo que tivesse elas estariam afundadas no armário, empoeiradas e comidas, junto com os "recuerdos" do último acidente que durou seis longos anos. Mas agora tenho um blog. Rendamo-nos à tecnologia que toma conta, mas voltemos às origens. Me sinto novamente com o cabelo verde, as calças rasgadas e os rollers nos pés.

Nenhum comentário:

Postar um comentário