sábado, 8 de dezembro de 2007

A cena do crime: trying to leave West Gothan

Eita que esse troço tá bombando hoje! Explico: a noite foi inspiradora (ai ai...).

Depois do café, foi o dia da cerveja. Encontrei o cara legal perto da faculdade e resolvemos tomar cerveja em Gothan. Era quinta-feira à noite. Acontece que sou nativa da East Gothan, e só sei o caminho de casa para o boteco e do boteco pra casa. Ir daquele canto pro boteco? Complicado. Resumo da ópera: 30 minutos de um tempo precioso perdido dando voltas no submundo de Canoas. Sim, eu me perdi de verdade eu era a guia, a responsável pelo turismo, já que estava sendo seguida. Depois de muuuuito girar, voltamos à civilização. Achei o boteco. Quando desci do carro, minhas mãos tremiam, mega nervosa, altamente adrenérgica devido à fantástica incursão no Bronx de Canoas. Quando olhei pro Fernie, ele só ria. Pergunto:

- Cara, tu tem noção que andamos nas piores bocadas de Canoas? A gente podia ter morrido, sido assaltado, sei lá...

- Eu achei muito divertido!! Quando eu percebi que tu tava perdida, ri muito!

É por isso que ele é o The Funny Fernie! Fico pensando, se fosse qualquer outro me mataria! Se bem que ele tem o alter ego serial killer, então eu prefiro dormir com as janelas bem fechadas, vai que ele resolve aparecer pra me pegar, né?

Pois bem, voltando ao boteco... Eu não vou contar a cena da barata, porque só de pensar me dá arrepios. Nem vou dizer que ele me perguntou se teria mesmo que cortar cebolas, chorar, esquentar a barriga no fogão pra poder ficar comigo, e também não vou dizer que minha resposta foi não. Só vou dizer que eu perdi a chance de provar a melhor sopa de capeletti de Bento Gonçalves! Que retardada!!

Mas quem me conhece sabe, o páreo já estava ganho desde o Toblerone... Esses dias, ao definir beijo Clá + Fernie, ele disse que era como comer um Toblerone. Não poderia ser mais cabível. E no boteco, quando eu disse aquele "não, não precisa", perdi o chão, eu não ouvi mais nada, nem enxerguei um palmo à frente, só sentia aquele encaixe, perfeito, um Toblerone e meio... E eu voltei pra casa muito mais feliz do que havia saído, com o som alto pra caramba, batucando na direção e cantando: "Accidentally in loooooooove!!!"




Depois desse dia, muita coisa aconteceu. A festa GLS, o Cheddar na madrugada, ceva no Chico just for special people, o ar condicionado desligado, H2OH, xiliques e crises de desespero e choro de minha parte. E nada disso é visto somente como insanidade por nenhum dos lados, nem os segredos contados (um por dia). Afinal de contas, "viver é tudo o que não for normal".

3 comentários:

  1. Babe, fechou bem as janelas?

    Trinta minutos perdido, dirigindo sem rumo, under the dark moon of Gothan, foram uma eternidade para quem esperava vê-la, tocá-la e beijá-la..... (Faria tudo isso de novo, se precisasse!).
    Ela pensa que perdeu a sopa!!! Pode até ter perdido à daquele dia, mas mal sabe ela que ganhou o direito vitalício sobre meus dotes culinários.
    “Eu quero o mesmo que você, um desejo, uma estrela...”

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  2. Ok, tá todo mundo vendo isso, né? "DIREITOS VITALÍCIOS SOBRE MEUS DOTES CULINÁRIOS"!!! Não tenho dotes culinários, mas prometo waffles todos os dias, 6 a.m., com beijo de bom dia e abraço apertado...

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