terça-feira, 3 de março de 2009

C'est la vie! (texto permeado por links legais)

Said the old folks, they're gonna show you never can tell!

É isso aí! Ninguém diria! Já são três meses na minha, na nossa casa, e vários traumas superados! Já ligo o forno sozinha e até carne cozinho na panela de pressão! Nem eu acredito. Consigo dirigir sem parar a cada esquina para ter certeza de que não atropelei ninguém, além de não tremelicar toda quando uma moto ou um caminhão param ao lado na sinaleira. E o melhor de todas estas vitórias é que foram obtidas sem ajuda farmacológica! Agora o big step foi o controle consciente do humor: acabo de comemorar minha primeira TPM sem quebrar pratos nem mandar ninguém praqueles lugares!

É, nobody could never tell! As pessoas mudam, crescem, progridem. Responsabilidade sempre me fez entrar nos eixos, andar na linha. Tem gente que foge, surta, prefere ser um eterno adolescente a ver sua pilha de contas crescer. Mas esquece que junto com a pilha de contas, cresce o montinho de experiências novas, alegrias pelos avanços obtidos, satisfação por ver que sim, se é capaz! Eu prefiro encarar, meter a cara mesmo, até porque o mesmo é seco, muito chato, muito mesmo. E quer saber? Não me arrependo de nada, não sinto saudade alguma, porque tenho plena consciência de que não foi a vida que passou - fui eu quem passou por ela. Tudo o que não tenho mais não me foi tirado - eu deixei lá, na vida que ficou, porque não servia, não me continha, era pequeno demais pra mim, ou velho demais, ou feio demais. E me faz muito feliz saber que sou uma destas pessoas de sorte que nunca perderam nada. Ou, se é que existe um d-us, ele gosta de mim pra caramba! Só pra dar uma idéia: comprei uma secadora de roupas, dessas de colocar em cima da lavadora, só que o modelo escolhido só ia chegar por volta do dia 20 de março, ou seja, daqui a uns vinte dias. A semana começou chuvosa, o cesto de roupa suja transbordante e eu sem coragem de iniciar os trabalhos. Olhei meio que choraminguenta pro Fer e disse: eu quero tanto a minha secadora... vida em apartamento não é vida sem secadora...O fato é que, neste mesmo dia, à tarde, toca o interfone, interrompendo minha siesta. Um moço com uma entrega pra senhora Clarissa, "soy yo! Não me diz que é minha secadora?!?!" E era! Contei pro Fer da chegada da mais nova integrante da família e ele achou que eu tava delirando, só acreditou quando chegou em casa e viu o grande elefante branco no meio da cozinha. E eu só pensava: cara, como eu tenho sorte! Ou melhor, como esse d-us gosta de mim! E isso pra falar em coisas que podem ser vistas/tocadas/cheiradas/ouvidas/provadas. Porque, se eu começasse a desfiar o rosário de coisas boas que me acontecem todos os dias, ia ficar até chato, piegas, pedante, cafona (cruzes, que sequencia de palavras feias!). As pessoas iriam pensar que a minha vida é um morango, que eu tomo banho em um mar de rosas todos os dias e que a minha família é aquela do comercial de natal do Zaffari. Ah, sei lá, é até falta de educação... Mas quer saber? É bem assim!

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