Há blog depois do Twitter! Achei até que tinham me deletado!
Mas eu voltei porque senti vontade de extravasar os 140 caracteres. Porque senti aquele formigamento habitual no cotovelo que precede a verborreia. Porque eu preciso escrever as coisas que vão aqui, entre os neurônios, e não só contar tudo pra minha mãe. Senti falta de registros, e eu sou daquelas pessoas que depois de pregar uma lição de moral em alguém corre pros seus escritos, diários, blogs e tweets pra ver se não foi incoerente de alguma forma. Sim, eu mudo de ideia muito rápido, e as ideias também me transformam estupidamente.
Engraçado que a verborreia vem sempre porque eu chutei algum balde, quebrei algum barraco, derrubei cadeiras ou saí caminhando sobre vidros estilhaçados enquanto pequenos focos de incêncio iluminavam a cena da devastação. Porque deixar pedra sobre pedra é para os fracos. Eu gosto é da detonação.
E olha, demorou muito, mas eu botei fogo no apartamento, trouxe a coca-cola e pus a mesa. Decidi que não quero mais as causalidades, nem definir os porquês, ou modular variáveis, nem protocolar as ações ou tratar estatisticamente os dados. Agora eu sou mais uma dessas que vai lá e faz.
O teto me incomoda, e olha que eu sou baixinha! Não quero mais limitar a atividade e deixar tudo lá quietinho até o outro dia de manhã. Eu quero o agora, o agito, o trend, o hype. Eu quero o que todo mundo quer mas não sabe traduzir. Quero nada azul, tudo exageradamente amarelo!
Verborreia organizada é um dom, e você possuí.
ResponderExcluirA verborreia em mim ocorre também quando entra em cena o "não dito". Daí só sossego quando escrevo.
ResponderExcluirSem medo de ser feliz, 'Sim, eu mudo de ideia muito rápido, e as ideias também me transformam estupidamente.'
ResponderExcluirAbraços.
Jefhcardoso do
http://jefhcardoso.blogspot.com