segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Da Falácia da Inversão do Ônus da Prova

Não sou filósofa, mas tive aulas com o Dr. Hingo Weber no colégio, então me sinto um tanto quanto à vontade para falar sobre esse assunto. Claro que alguns anos mais provando hipóteses nulas e derrubando hipóteses alternativas e vice versa também ajudam.

Enfim, uma coisa que acontece comumente nas mais variadas discussões, tanto em fóruns sociais quanto em fóruns virtuais, é o apelo a falácia da inversão do ônus da prova. É bem simples, meu sobrinho de três anos entende: se eu digo que dinossauros existiram um dia, sem que eu nunca os tenha visto, e alguém me refuta, fala que eu chupei um tóxico, cabe a mim trazer o fêmur de um T. rex pra provar que sim, dinossauros existiram. E se quem me refutou continua não acreditando, dizendo que aquilo é um fêmur de elefante, cabe a mim submeter meu fóssil a uma datação por carborno 14 ou o catzo. Enfim, cabe a quem diz que algo existe o ônus de provar a sua afirmação.

Então, se eu digo que eu não vejo um livro sobre a mesa, ou se eu digo que deus não existe, ou se eu digo que minha gata não está soltando pelos, cabe ao meu opositor no diálogo me provar que sim, há um livro sobre a mesa, que sim, há um deus e que sim, meu apartamento está coberto de pelos.

Tomando isto não por filosofia, mas por uma regra lógica básica, podemos voltar às argumentações.

2 comentários:

  1. Eu estive na tua casa sexta e a gata não tonyramoseou nada.#fato

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  2. Entendo teu ponto de vista. E respeito. Na verdade, deveriam respeitar todos os pontos de vista.

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