segunda-feira, 22 de junho de 2009

O meu tipo

Eu sou do tipo extremo. O meio termo, o morninho, o lugar comum, definitivamente, não são pra mim. Eu choro muito e rio muito, mas nunca fico apática. Nalguns dias meu humor é ótimo, noutros péssimo, mas nunca sou simplesmente simpática. Ou falo pelos cotovelos, ou calo, mas nunca respondo apenas quando sou questionada. Eu não obedeço normas, comigo é tudo ou nada, é amor ou ódio, não tem como simplesmente gostar. E quando eu amo, eu me viro em dez, em cem, em mil. Tudo o que faço é para o amor, é pensando nele, no que seria o certo, evitando o errado. Quando amo, minha vida é segundo plano, ela só existe para servir ao amor. Mas, por favor, não torne o amor medíocre, não desvie os olhos de minhas mil caras e bocas, das poses e posições, não deixe que a sintonia acabe. No meio eu não fico, e para o ódio aflorar basta uma palavra mal dita, uma obviedade mal escondida, basta me chamar de Clarissa. E se o ódio chegar, aí, meu querido, mal sabe o que acontece. Porque nenhuma vingança é suficiente para aqueles que ousarem destruir esse amor ao qual me dediquei.

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